Santa Cruz do Sul, 19 de março de 2008.
Acadêmicas: Rosemary Matana, Graciela L. Mossmann e Janaina P. S. Leites
Hoje, a tarefa de administrar apresenta variáveis e situações incertas e desafiadoras. Vivemos em uma sociedade cada vez mais envolvida pela concorrência, em que a habilidade de criar continuamente o novo conhecimento transforma-se em fonte de competitividade na sociedade do conhecimento. As pessoas estão muito mais exigentes graças aos diversos recursos de informação e aprendizagem que possuem.
Por que os Estados Unidos são o país mais bem-sucedido do mundo? Porque são um país que resolveu o problema da miséria e da estagnação econômica, ao contrário do Brasil? O segredo americano, e que você jamais encontrará em nenhum livro de economia, é que os Estados Unidos são um país bem administrado, um país administrado por profissionais. Dezenove por cento dos graduados de universidades americanas são formados em administração. Administração é a profissão mais freqüente, e portanto a que dá o tom ao resto da nação. Infelizmente, o Brasil nunca foi bem administrado. Sempre fomos administrados por profissionais de outras áreas, desde nossas empresas até o governo. Até recentemente, tínhamos somente quatro cursos de pós-graduação em administração, um absurdo! De 1832 a 1964 a profissão mais freqüente no Brasil era a de advogado, e foi essa a profissão que exerceu a maior influência no país, tanto que nos deu a maioria de nossos presidentes até 1964. A revolução de 1964 acabou com a era do advogado e a legalidade, e tivemos a era do economista, que perdura até hoje. Nos próximos dez anos isso lentamente mudará. O Brasil já tem 2.300 cursos de administração, contra 350 em 1994. Estamos logo depois dos Estados Unidos e da Índia. Administração já é hoje a profissão mais freqüente deste país, com 18% dos formandos. Antes, nossos gênios escolhiam medicina, direito e engenharia. Agora escolhem medicina, administração e direito, nessa ordem. Há dez anos tínhamos apenas 200.000 administradores, e só 5% das empresas contavam com um profissional para tocá-las. O resto era dirigido por "empresários" que aprendiam administração no tapa. Por isso, até hoje 50% das empresas brasileiras quebram nos dois primeiros anos e metade de nosso capital inicial vira pó.
O que o aumento da participação dos administradores na gestão das empresas significará para o Brasil?
O administrador, que, além de uma formação técnico-científica, deve ter uma formação humanística, interdisciplinar e sistêmica, levando a aprendizagem para todos os níveis organizacionais, através de novas Tecnologias de Informação, introduzindo, portanto, uma nova concepção de administração nas organizações. Essa nova concepção baseia-se, principalmente, nas habilidades humanísticas, necessárias ao administrador para que possa entender o mercado, a sociedade e seu comportamento. Pode-se considerar que a competência exigida ao administrador do século XXI, possui 3 dimensões: o conhecimento, a habilidade e a atitude. O conhecimento é o que se deve saber para desenvolver com qualidade o que lhe é atribuído. A habilidade necessária é saber o que se deve fazer para obter um bom desempenho, ou seja, construir estratégias, saber coordenar e motivar uma equipe. Já a atitude é agir para empregar adequadamente os conhecimentos e as habilidades. Dentre essas dimensões, destaco a atitude, sendo que ela por ela mesma, não basta. Não por acaso, Goethe afirmava não existir nada mais triste do que a ignorância em ação. É preciso a atitude certa (com conhecimento). No campo empresarial as “atitudes gerenciais” são: iniciativa, flexibilidade para ouvir opiniões diferentes da sua, capacidade de reconhecer seus próprios erros, disposição para aprender, etc. O Administrador se defrontará com problemas multifacetados e cada vez mais complexos. Assim, o trabalho está crescentemente mais abstrato, mais intelectualizado, mais autônomo, coletivo e complexo. Ser proativo é o caminho necessário para o administrador se ajustar às novas tendências. É muito importante procurar se desenvolver, para isso, o profissional que está aberto a novos conceitos e está sempre procurando evoluir está um passo a frente no mercado de trabalho. Outro grande desafio do século XXI é o multiculturalismo. O administrador precisa saber transitar no mundo globalizado, aproveitando o multiculturalismo para crescer, adquirindo novos conceitos e sabendo lidar com vários grupos sociais, pois assim, ele só terá a contribuir à organização em que trabalha e ao seu currículo. O atual administrador é um eterno aprendiz, utilizando-se da melhor forma possível, as novas tecnologias de informação.
Habilidades do Administrador
Espaço RH por, Paulo Roberto Vieira
As principais funções administrativas são:
Os desafios, tendências e exigências para os Administradores na atualidade são muito grandes, o trabalhador não mais poderá ter uma só profissão, é muito importante ter uma profissão e também outra, pois daqui alguns anos, para fechar um negócio, não será suficiente ter um diploma de administração como aliado, ter duas profissões será algo primordial. No Brasil, o administrador, tem algumas caracteristícas predominantes, abaixo segue algumas delas:
Perfil atual do administrador no Brasil:
• A maioria é do sexo masculino, casado e sem dependentes;
• Está na faixa etária de até 30 anos;
• É egresso de Universidades particulares;
• Concluiu o curso de Administração entre 2000 e 2005;
• Possui especialização em alguma área de Administração;
• Trabalha nos setores de serviços, da indústria e em órgãos públicos;
• Atua nas áreas de Administração geral e finanças;
• Ocupa cargos de gerência.
O Administrador também precisa ter perfil para administrar. Se ele não tiver esse perfil, estará sujeito a funções abaixo das espectativas dentro da organização, ou seja o administrador precisa ter de fato uma personalidade administrativa, enfim perfil de administrador.O perfil de administrador na atualidade, apresenta uma série de características que vão determinar o seu sucesso ou não como administrador, entre elas estão: equilibrar criatividade com a perspicácia,visão globalizada, construir credibilidade, ter poder de persuasão e convencimento, rapidez para adaptar-se às mudanças e reagir positivamente a elas, senso de responsabilidade social, estar atento às oportunidades de mercado e tomar conhecimento do que acontece a sua volta.
Fonte:http://www.administradores.com.br/artigos/o_perfil_do_administrador/22049/
A raiz do problema é que, enquanto o mundo dos negócios virou completamente de cabeça para baixo, a maioria das pessoas que o conduz ainda opera com base em concepções e fórmulas que foram elaboradas para lidar com uma era completamente diferente. Isso é perfeitamente compreensível; a maioria dos "lideres" empresariais de hoje teve toda a educação formal e maior parte de suas experiências empresariais em um mundo que deixou de existir. Em meados dos anos 90, o cenário dos negócios está cheio de combatentes de guerras frias, lutando batalhas de ontem e usando o arsenal gerencial e conceitual de anteontem. O novo milênio já chegou e com ele uma nova era de competitividade global, na qual as práticas e fórmulas gerenciais aceitas hoje serão a receita certa para o desastre amanhã. Para que as empresas sobrevivam, os executivos terão de aprender a elaborar novas fórmulas para o sucesso e estabelecer metas desafiadoras. Os líderes organizacionais encontrarão diretrizes para criar novas fontes de lucro, descobrindo recursos ocultos, dando maior poder aos funcionários, "globalizando" as perspectivas corporativas e muito mais. 